terça-feira, 11 de março de 2014

A simple second: A long-term memory.

São os primeiros dias de Março, em que finalmente o Sol venceu a tenebrosa chuva que nos molhou e incomodou durante tantos dias. É ele, brilha lá em cima. Uma sensação que te satisfaz. Uma temperatura que no Verão é insuficiente para te aquecer. Nessa altura és mais egoísta, queres mais, mais calor que te aqueça. Mas isso, é um tempo distante, não impossível se jogadas as pedras no caminho certo. Não imaginemos o futuro, nem relembremos o passado... Vivamos o presente. O que acontece agora neste preciso momento. O teu aparente tremer e a minha igualdade de movimentos apenas por um isqueiro. Que tensão é esta que nos envolve e, por momentos, não és capaz de lembrar um segundo à tua volta. O que aconteceu nessa pequena fração da nossa vida, que nos desligou do restante? Foi um momento simples, até considerado por muitos, banal. Mas escutar o meu nome vindo da tua voz mudou-me. Estava até então relaxado, e deixaste-me tenso. Falaste comigo e ouvi-te, sim escutei-te. Ouvi cada palavra tua e olhei para ti. E ao olhar para trás é tudo o que recordo desses poucos segundos. Desapareces. Reencontro-te e durante um segundo fico sem saber como reagir. Mas aí, tu falas para mim. Captas novamente toda a minha atenção. Parece que contigo me sinto diferente, menos à vontade. E é raro que alguém me provoque isso. Gosto disso. Gosto de me sentir novamente um puto de 15 anos, inocente em tudo o que é a vida. Recordo-me da gíria popular "são borboletas na barriga". Mas será isso possível? Não sei... Mas sinto. E isso chama-me, atrai-me para ti. Faz-me querer-te. Conhecer melhor claro. Saber mais de ti, o que está debaixo dessa faceta mais rebelde. Encontrar a tua doçura, o teu lado mais privado. Por baixo dessa vontade de picar que tens, "não, a minha água não esta minada"... E penso para mim em tom cómico "é normal com o calor ter sede". Contudo, o problema de todos os jogos da vida... É que são precisos dois para dançar o tango. Não confundas as minhas palavras, não quero dançar contigo, apenas tomar café. Não sei se existirão mais momentos, mas hoje houve um. E depois disso, só podemos ficar a desejar por mais.

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