Pegar em ti. Purgar toda essa vontade. Carnal, verdade seja dita.
Romper, rasgar, atirar. Pegar. Amassar. Agarrar. Marcar.
Fazer de ti um simples objecto pungente.
Fraco, frágil e completamente imersa nesse cheiro que resta do que chamam sexo.
Desfigurar completamente essa alma. Deixá-la privada de qualquer sentido. Mesmo que por instantes.
Cansar-te, partir-te e roubar-te a vida.
Não mudarias. Não te adaptavas nem moldavas. Muito menos morrerias. Apenas nascias.
Nascias como nova. Sem preconceito. Sem mágoa e sem temor.
Diferente. Sentirias tudo igual, mas de forma completamente diferente. Novo.
Gemerias. Tremerias. Berrarias e gritarias.
Contorcer-te-ias e terias espasmos. E, provavelmente terias cãibras.
Eu não estaria igual. Ficaria bem pior. Não tenhas dúvidas. Ficava sem puder respirar esse cheiro imundo em ti. Ficaria tão cego por ele que não iria conseguir respirar direito por semanas. Essas memórias seriam como traumas no intimo do meu ser. Não voltaria a ser igual mas não seria diferente.
Não poderia continuar igual. Tinha-te tido. Mesmo que por instantes. Mesmo que por meros segundos tivesses morrido nos meus sentidos.
Desalmaria esse corpo. Espancava-o até ele desistir. Ficar entregue à tortura dos sentidos.
Tudo isto aconteceria da forma mais bruta e violenta que o prazer permitisse.
Sem rodeios, teria esse acto puramente carnal da forma mais lenta e passiva que a violência o permitisse.
Sem ritmos, sem certezas. Apenas posso afirmar que, se pudesse nada seria assim. Mas os teus sentidos assim o desejariam.Tu o desejarias.
E foder-te, seria assim tão mau?!
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